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Como não sou familiarizada com alguns termos técnicos no campo da pesquisa e como esse é um material extenso,
se alguém detectar um erro de tradução e/ou digitação, fique à vontade para corrigir.


1 - Primeira parte do artigo "Blood Libel, um artigo mostrando a fraude que o "Dr" Cameron é.
2- Primeira parte de uma artigo detalhando os seis erros metodológicos cometidos por ele; Erros #1 e #2.
3- Segunda parte do artigo sobre erros metodológicos; Erro #3.
4- Terceira parte do artigo sobre erros metodológicos; Erro #4.
5- Quarta parte dos erros metodológicos; Erro #5.
6- Quinta parte dos erros metodológicos; Erro #6
7 - Segunda parte do artigo "Blood Libel".

sábado, 23 de janeiro de 2010

Dados sobre paternidade/maternidade gay e lésbica [por Gregório Cavalcante]

[Tradução feita por Gregório, na comunidade Homofobia - Já Era - http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=65754&tid=5427357967913519222&na=4&nst=39&nid=65754-5427357967913519222-5428117335273355329
[Copiei tudo do jeito que ele postou]

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1º - Adoção por casais gays não é novidade. Há estudos de mais de 25 anos sobre o tema.
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2º - Ser gay ou lésbica não é doença/distúrbio, ou algo que deva ser evitado por si só.
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3º - Todas as grandes organizações de saúde no mundo são categóricas quando ao assunto. Aliás, a Associação Americana de Psicologia, através de metanalises de vários estudos, publicou o "Lesbian and Gay Parenting". A conclusão foi:
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"Em resumo, não há evidências para sugerir que lésbicas ou homens gays são impróprios para ser pais ou que o desenvolvimento psicossocial das crianças de
lésbicas ou homens gays é comprometido em relação entre filhos de pais heterossexuais. Não há um único estudo encontrado onde crianças de pais gays
possam estar em desvantagem em qualquer aspecto significativo em relação a filhos de pais heterossexuais. Na verdade, as evidências até agora sugerem que os ambientes familiares fornecidos pelos pais gays são tão bons quanto que aqueles fornecidos pelos pais heterossexuais."
Tradução.
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Link do "Lesbian and Gay Parenting": http://www.apa.org/pi/lgbt/resources/parenting-full.pdf

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Identidade de gênero: Nos estudos realizados em crianças entre 5 a 14 anos, os resultados dos testes e da entrevistas realizadas revelaram que o desenvolvimento da identidade de gênero de crianças criadas por lésbicas segueo padrão esperado.
(Green, 1978; Green, Mandel, Hotvedt, Gray, & Smith, 1986; Kirkpatrick, Smith & Roy, 1981).

Expressão de Gênero: Uma série de estudos têm relatado que o papel de gênero do comportamento entre crianças de mães lésbicas caiu dentro dos limites típicos de papéis convencionais. (Brewaeys et al., 1997; Golombok et al., 1983; Gottman, 1990; Green, 1978; Green et al., 1986; Hoeffer, 1981; Kirkpatrick et al., 1981; Kweskin & Cook, 1982; Patterson, 1994a). Por exemplo, Kirkpatrick e seus colegas (1981) não acharam diferenças entre crianças de mães lésbicas e de mães heterossexuais na questão de preferências por brinquedos, atividades, interesses ou escolhas ocupacionais.

Orientação Sexual: Numerosas investigações também estudaram o terceiro componente da identidade sexual, a orientação sexual (Bailey, Bobrow, Wolfe, & Mickach, 1995; Bozett, 1980, 1987, 1989; Gottman, 1990; Golombok & Tasker, 1996; Green, 1978; Huggins, 1989; Miller, 1979; Paul, 1986; Rees, 1979; Tasker & Golombok, 1997). Em todos os estudos, a grande maioria dos filhos de mães lésbicas e pais gays descreveram a si mesmos como heterossexuais. Analisados em conjunto, os dados não indicam taxas elevadas de homossexualidade entre os filhos de pais gays ou lésbicas. Por exemplo, Hugins (1989) entrevistou 36 adolescentes, metade possuía mães lésbicas e a outra metade tinha mães heterossexuais. Nenhuma criança que possuia mãe lésbica se auto-identificou como gay ou lésbica, mas uma criança de uma mãe heterossexual sim; essa diferença não é estatisticamente significante. Em outro estudo, Bailey e seus colegas (1995) estudaram filhos adultos de pais gays e constataram que mais de 90% deles eram heterossexuais.

Tem um documento muito bom (em inglês) feito pela " National Mental Health Association" que contém as informações acima e mais algumas de como falar sobre a homossexualidade com crianças de 3 anos (pré-escola) e adolescentes (até 18 anos).
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http://www.isacs.org/misc_files/What%20Does%20Gay%20Mean%20brochure.pdf

[...]Infelizmente, muitas pessoas não têm conhecimento das três décadas de pesquisa que mostram que filhos de pais gays ou lésbicas são tão mentalmente saudáveis como as crianças com pais heterossexuais, observa Cerbone. Um desses estudos, publicado em Desenvolvimento Infantil (Vol. 75, No. 6, páginas 1,886-1,898), em 2004, compara um grupo de 44 adolescentes com pais do mesmo sexo com um igual número de adolescentes com pais de sexo diferente.
Todos os participantes faziam parte de um grupo nacional, selecionados aleatoriamente a partir de amostra de adolescentes do “National Longitudinal Study of Adolescent Health.
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Houve muito poucas diferenças entre o grupo crianças que tinham sido trazidas por pais de mesmo sexo ou oposto", disse Patterson, que conduziu a pesquisa com os alunos Jennifer Wainright e Stephen Russell, PhD, agora um professor de sociologia na Universidade do Arizona. Patterson foi surpreendido ao encontrar: Crianças de pais gays e lésbicas relataram estreitar os laços com as suas escolas e colegas de turma.” [...]
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Fonte: APA, http://www.apa.org/monitor/dec05/kids.html

Bailey, J. M., Bobrow, D., Wolfe, M., & Mikach, S. (1995). Orientação Sexual do filhos adultos de pais gays. “Developmental Psychology”, 31, 124-129.
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O desenvolvimento sexual de crianças de pais gays e lésbicas é interessante por razões científicas e sociais. O presente estudo é o maior já realizado sobre a orientação sexual do filhos adultos de pais gays.
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A partir de anúncios em publicações gays, 55 homossexuais ou bissexuais masculinos foram recrutados para o estudo, reportando terem ao todo 82 filhos com pelo menos 17 anos de idade. Mais de 90% dos filhos cuja orientação sexual que poderia ser analisada eram heterossexuais. Além disso, filhos de homossexuais e heterossexuais não diferiram sobre potencialmente relevantes variáveis, tais como o tempo que morou com seus pais. Os resultados sugerem que qualquer influência dos pais gays sobre a orientação sexual dos seus filhos não é grande.

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Esse post eu estou copiando de duas autoras, Beatriz Almeida e Helena Moraes.
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[...]Destacamos, ainda, a consciência acerca da discriminação sexual, já percebida pelos garotos e garotas nesta idade. O maior estudo realizado nos EUA (em 2004) com 12.000 adolescentes comparou famílias constituídas por lésbicas e famílias heterossexuais e – pasmem – não evidenciou problemas de auto-estima, baixo rendimento escolar ou casos de depressão em números diferentes daqueles observados nas famílias convencionais.

Um outro estudo, holandês (em 2007), constatou que casais lésbicos eram mais estáveis e que a mãe não-biológica era mais comprometida e afetivamente ligada aos filhos do que pais de casais heterossexuais. E ainda tem enrustidas por aí que casam, constituem famílias, são infelizes e têm maridos ausentes em casa. Uma pena. Por fim, surpreendentemente, uma meta-análise canadense (de 2007), evidenciou que há alguns estudos já realizados com casais lésbicos que evidenciaram que crianças de mães gays têm uma competência social ligeiramente maior do que crianças de famílias heterossexuais. A maioria dos estudos, entretanto, mostrou resultados semelhantes entre os dois núcleos familiares.
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Estudo holandês:
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http://www.sciencedaily.com/releases/2007/09/070928215535.htm

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Quem são as fontes:

APA (America Psychiatric Association):

A Associação Americana de Psiquiatria (APA) é a principal organização de psiquiatras e estudantes de psiquiatria nos Estados Unidos e é a mais influente do mundo. Ela é mais conhecida por produzir o DSM, manual de diagnóstico de desordens mentais utilizado em vários paises. [Wikicopy]
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Essa é uma posição oficial (2002) passada em congresso sobre adoção e criação por casais de mesmo sexo:

"Numerosos estudos nas últimas três décadas demostram de forma consistente que crianças criadas por pais gays ou mães lésbicas exibem o mesmo nível de desenvolvimento emocional, cognitivo, social e sexual como crianças criadas por pais heterossexuais. Esta pesquisa indica que o desenvolvimento ideal para as crianças não se baseia na orientação sexual dos pais, mas em estáveis laços de comprometimento e em adultos capazes de educá-las. A pesquisa mostra também que crianças que têm dois pais, independentemente da orientação sexual deles, se desenvolvem melhor do que crianças com apenas um pai.

A Associação Americana de Psiquiatria historicamente tem apoiado eqüidade, paridade e não-discriminação em matéria de questões jurídicas que afetam a saúde mental. Em 2000, a APA apoiou o reconhecimento legal das uniões homossexuais e seus respectivos direitos, benefícios e responsabilidades. APA também tem apoiado os esforços para educar o público sobre a homossexualidade e as necessidades de saúde mental de lésbicas, gays e suas famílias. A remoção de barreiras legais que afetam negativamente a saúde física e emocional das crianças criadas por pais gays e lésbicas é coerente com os objetivos da APA.

A Associação Americana de Psiquiatria apóia iniciativas que permitam a casais homossexuais a adotar crianças, como todos os direitos legais associados, benefícios e responsabilidades."

APA (American Psychology Association)
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A Associação Americana de Psicologia (abreviadamente APA) é principal organização profissional que representa psicólogos dos Estados Unidos, com proximadamente 150 mil membros. Fundada em 1892, é confundidada com a Associação Americana de Psiquiatria, pois utilizam a mesma sigla.
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As duas APAs tem vários defeitos, mas no sentido "homossexualidade", suas resoluções e trabalhos publicados são excelentes. É irônico que no passado eram essa duas que mais perseguiam gays e lésbicas.
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Eu poderia citar também essas aqui também:
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American Academy of Pediatrics
American Association of School Administrators
American Counseling Association
American Federation of Teachers
American Psychological Association
American School Counselor Association
American School Health Association
Interfaith Alliance Foundation
National Association of School Psychologists
National Association of Secondary School Principals
National Association of SocialWorkers
National Education Association
School SocialWork Association of America

Fontes: Fonte: http://www.psych.org/Departments/EDU/Library/APAOfficialDocumentsandRelated/PositionStatements/200214.aspx

AMA (American Medical Association)

A Associação Americana de Medicina (American Medical Association), fundada em 1847 é incorporada em 1887 é a maior organização de médicos e de estudantes de medicina dos Estados Unidos, representando cerca de 20% dos médicos ativos.

A AMA tem a seguinte resolução, datada em 29 de Abril de 2004:

RESOLVE, que a "American Medical Association" apoia legislações e outros esforços que permitam a adoção de uma criança por parceiros do mesmo sexo, sexo oposto ou parceiro não-casado, que funciona como um segundo pai ou co-pai para a criança.
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Tem esse link de uma apelação à Suprema Corte da Califórnia. Está em inglês, mas é muito boa, tem outros estudos nela. Vale a pena conferir:
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http://www.courtinfo.ca.gov/courts/supreme/highprofile/documents/Amer_Psychological_Assn_Amicus_Curiae_Brief.pdf

AAP

A Academia Americana de Pediatria (AAP) foi fundada em 1930 e agora tem 60.000 pediatras de cuidado primário, pediatras subspecialistas e especialistas em cirurgia pediátrica como membros. A missão da AAP é atingir a saúde física, mental e social ótima e bem-estar para todos os lactentes, crianças, adolescentes e adultos jovens.
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A Academia Americana de Pediatria, declarou em "Pediatrics", a revista mais citada no campo da pediatria: "Mais de 25 anos de pesquisas têm demonstrado que não há relação entre a orientação sexual dos pais e qualquer grau emocional, psicossocial, e ajustamento comportamental de uma criança. Estes dados demonstraram nenhum risco para as crianças como resultado de crescerem em uma família com 1 ou mais pais gays. Conscientes e amáveis, sejam eles homens ou mulheres, heterossexuais ou homossexuais podem ser pais excelentes.

Outra coisa: em Janeiro de 2008, o "European Court of Human Rights" determinou que gays tem o direito de adotar filhos e que sua exclusão por motivo de orientação sexual é uma violação da Convenção Européia de Direitos Humanos.
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Fonte: http://www.ilga-europe.org/europe/news/european_court_of_human_rights_says_lesbian_gay_and_bisexual_individuals_are_eligible_to_adopt_children

A decisão por adoção em conjunto, por enquanto, ainda é facultativa aos estados:

"Os membros são livres para estender o âmbito da presente Convenção aos casais do mesmo sexo que são casados entre si ou que tenham entrado em uma parceria registrada juntos. Eles também são livres para estender o âmbito da presente Convenção a casais de sexos diferentse e casais do mesmo sexo que vivem juntos em um relacionamento estável."
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Fonte: http://conventions.coe.int/Treaty/en/Treaties/html/202.htm
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Sobre o Tribunal:
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"Europen Court of Human Rigths":
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O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos(em francês: Cour européenne des droits de l'homme), em Estrasburgo, é um órgão judicial internacional estabelecida pela Convenção Europeia dos Direitos Humanos de 1950 para controlar o respeito dos direitos humanos pelos Estados. Todos os 47 estados membros do Conselho da Europa são partes na Convenção. [wikicopy]

"Lesbian and Gay Parenting". Link (novamente):
http://www.apa.org/pi/lgbt/resources/parenting-full.pdf

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