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em que aparecem na barra lateral. Para facilitar as postagens estão numeradas.


Como não sou familiarizada com alguns termos técnicos no campo da pesquisa e como esse é um material extenso,
se alguém detectar um erro de tradução e/ou digitação, fique à vontade para corrigir.


1 - Primeira parte do artigo "Blood Libel, um artigo mostrando a fraude que o "Dr" Cameron é.
2- Primeira parte de uma artigo detalhando os seis erros metodológicos cometidos por ele; Erros #1 e #2.
3- Segunda parte do artigo sobre erros metodológicos; Erro #3.
4- Terceira parte do artigo sobre erros metodológicos; Erro #4.
5- Quarta parte dos erros metodológicos; Erro #5.
6- Quinta parte dos erros metodológicos; Erro #6
7 - Segunda parte do artigo "Blood Libel".

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

1 - Blood Libel ["Libelo de Sangue"]

http://positiveliberty.com/2004/04/blood-libel.html
Jason Kuznicki on Apr 16th 2004 09:46 pm

[A primeira parte do artigo:]

Conservadores: Quantas vezes vocês já viram as seguintes estatísticas?

Metade de todos os assassinos sexuais são homossexuais.
Homossexuais cometeram 7 dos 10 piores casos de assassinato.
Homossexuais são responsáveis por 33% a 50% de todos os abusos infantis.
Professores homossexuais cometeram entre 25% a 80% de todos os abusos de alunos.
Gays são pelo menos 12 vezes mais inclinados a molestar crianças do que heterossexuais.
Professores homossexuais tem uma tendência 7 vezes maior de molestar um aluno.
A expectativa média de vida de um homossexual é de 39 anos; menos de 2% sobrevivem até a idade de 65 anos.
Homens gays estão
- quatorze vezes mais sujeitos a ter tido sífilis
- três vezes mais sujeitos a ter tido gonorréia
- três vezes mais sujeitos a ter tido herpes genital
- oito vezes mais sujeitos a ter tido hepatite
- três vezes mais sujeitos a ter tido piolhos
- cinco vezes mais sujeitos a ter tido sarna
- mais de 5.000 vezes mais sujeitos a ter tido AIDS.

Lésbicas estão
- dezenove vezes mais sujeitas a ter tido sífilis
- duas vezes mais sujeitas a ter tido herpes genital
- quatro vezes mais sujeitas a ter tido sarna.



Talvez você esteja até inclinado a ser tolerante com homossexuais, mas então você vê números como estes e começa a se preocupar. Talvez homossexuais sejam realmente uma ameaça, e com esses números, quem é que gostaria de se arriscar?

Pode surpreendê-lo se souber que um único indivíduo foi a fonte de todas essas estatísticas. Também pode surpreendê-lo se souber que ele tirou todas elas de um único estudo, extremamente falho, que ele conduziu [mais de] 20 anos atrás.

Depois ele reuniu o resto de sua triste ladainha compilando um conjunto de meta-estudos em retrospectiva. Ele abertamente admitiu que aumentou as probabilidades escolhendo somente os estudos que favoreciam as suas noções pré-concebidas. Por exemplo, para encontrar informações sobre índices de mortes entre gays, ele olhou obituários de jornais, que muitas vezes focam em pessoas que morreram repentinamente ainda jovens. Ele comparou esses números dos obituários com a expectativa geral de vida da população em geral, um método que claramente vai dar péssimos resultados. Não é nenhuma surpresa que ele tenha "descoberto" que tanto gays quanto lésbicas estão muito mais sujeitos a morrer por acidentes de carro, assassinato ou acidentes - exatamente os tipos de incidentes chocantes que é mais provável que apareçam nos noticiários.

Para conseguir estatísticas sobre DSTs em gays e lésbicas, ele usou estudos que os recrutava de clínicas de DSTs. Não é surpresa que a maioria estivesse infectada. Ele então comparou esses números a uma amostra de pessoas heterossexuais que haviam sido testado ao acaso. Para abuso infantil e assassinato, ele novamente selecionou estudos que favoreciam as suas conclusões preferidas, descartando as que não o faziam - uma tática que ele francamente admitiu que usava.

Por vezes esse único homem apenas especulou sobre a orientação sexual de criminosos, e às vezes essas especulações estavam totalmente erradas. Ainda assim, elas entraram para a sua "pesquisa". Invariavelmente ele julgava todos os abusos sexuais entre pessoas do mesmo sexo como tendo sido cometidos por homossexuais, mesmo quando o molestador apresentava um comportamente inteiramente heterossexual sob todos os outros aspectos.

Espero que admita que estes são todos métodos tendenciosos. A Associação Americana de Psicologia pensou assim, então o excluíram por conduta antiética.

O nome desse homem é Paul Cameron e sua história já devia estar ultrapassada, porque o seu único trabalho original vem de 1983. Desde então foi detalhadamente refutado, várias e várias vezes. As melhores críticas você encontra no seguinte artigo:
http://psychology.ucdavis.edu/rainbow/html/facts_cameron_survey.html

Se você não está familiarizado com Paul Cameron, é melhor parar de ler esse artigo neste momento. Em vez disso, siga o link e só volte quando tiver terminado.

[Vou traduzir o artigo em questão nas próximas postagens, e só depois vou postar o resto da tradução do presente artigo]

3 comentários:

  1. Adorei o texto que você nos trouxe, Åsa. De fato, histórias como essas de pessoas ditas esclarecidas, cientistas inclusive, que manipulam as informações de maneira inescrupulosa para embasar suas teses monstruosas, ceifando vidas e mais vidas de pessoas que se deixaram levar por seus dizeres ou induzindo em outras as práticas mais desumanas de homofobia.
    Continue com seu ótimo trabalho, Åsa.

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  2. Muito bom Àsa. Com certeza é um texto esclarecedor. Uma pena é nem todos os indíviduos leitores de artigos e pesquisas como estas tenham uma visão lúcida dos métodos científicos usados em uma pesquisa, possibilitando assim verem que o que o "doutor" fez foi algo falho e obsoleto.

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  3. Que excelentes essas informações!

    Divulgando agora mesmo.

    Abraço,
    Sergio Viula

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