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Como não sou familiarizada com alguns termos técnicos no campo da pesquisa e como esse é um material extenso,
se alguém detectar um erro de tradução e/ou digitação, fique à vontade para corrigir.


1 - Primeira parte do artigo "Blood Libel, um artigo mostrando a fraude que o "Dr" Cameron é.
2- Primeira parte de uma artigo detalhando os seis erros metodológicos cometidos por ele; Erros #1 e #2.
3- Segunda parte do artigo sobre erros metodológicos; Erro #3.
4- Terceira parte do artigo sobre erros metodológicos; Erro #4.
5- Quarta parte dos erros metodológicos; Erro #5.
6- Quinta parte dos erros metodológicos; Erro #6
7 - Segunda parte do artigo "Blood Libel".

domingo, 10 de janeiro de 2010

5 - Uma crítica aos estudos de Paul Cameron [Parte 4]

Erro #5 - Os entrevistadores podem ter sido tendenciosos e podem não ter seguido métodos uniformes.

Organizações profissionais de pesquisa treinam e monitoram cuidadosamente os seus entrevistadores em campo para assegurar que eles sigam estritamente métodos padronizados e passem uma atitude neutra e isenta de julgamentos aos participantes.

A fim de evitar tendenciosidade sistemática devido aos valores e expectativas pessoais dos entrevistadores, os pesquisadores como regra empregam equipes de campo que não conhecem a hipótese do estudo e que são cuidadosamente treinados para passar uma atititude respeitosa e isenta de julgamentos a todos os respondentes. Essas considerações são particularmente importantes em pesquisas que envolvem informações íntimas e delicadas.

O grupo Cameron seguiu procedimentos de controle de qualidade adequadas?

É impossível responder essa pergunta baseado em seus artigos publicados. O grupo Cameron não relatou praticamente nenhuma informação sobre as características, qualificações e treinamento das pessoas que coletaram os seus dados. É razoável presumir que as pesquisas não foram conduzidas por uma organização de pesquisa profissional. Se assim fosse, os relatórios publicados teriam mencionado o fato. Os relatórios do grupo Cameron não deram nenhuma informação sobre como os entrevistadores foram treinados e supervisionados em campo.

Por exemplo, não fica claro se um supervisor aleatoriamente recontatou alguns respondentes para verificar se um entrevistador tinha de fato visitado a sua casa. Essa é uma prática padrão de controle de qualidade para se certificar de que os entrevistadores não relatem falsamente terem contatado todos os domicílios que lhes foram designados, ou que eles mesmos não preencheram vários questionários.

Na ausência de tais informações, não podemos presumir que os entrevistadores do grupo Cameron estavam à altura dos padrões exigidos por pesquisadores profissionais.

Uma preocupação ainda maior é que membros de alto escalão da equipe de pesquisa aparentemente estavam eles próprios diretamente envolvidos na coleta de dados. Essa conclusão é sugerida por um panfleto de 1984, chamando Assassinato, Violência e Homossexualidade, que foi distribuída pelo Instituto para a Investigação Científica da Sexualidade de Paul Cameron [Institute for the Scientific Investigation of Sexuality (ISIS)]. O panfleto relatava os reultados da pesquisa de 1983 do grupo Cameron e contava uma história sobre um homem supostamente homossexual que, em resposta a uma pergunta sobre se já havia matado outra pessoa, forneceu o seu número de telefone e de seguro social e pediu que "o mantivessemos em mente se quisessemos ver alguém morto." "Seus olhos metálicos e seu sorriso congelado quando ele nos assegurou de sua sinceridade não serão facilmente esquecidos."

Essa história é significativa porque, se verdadeira, sugere que o autor do panfleto - talvez o próprio Cameron - esteve diretamente envolvido na coleta de dados para a pesquisa de 1983.

Isso é problemático porque os autores do estudo tinham evidentes expectativas quanto aos resultados. Eles também tinham forte tendenciosidade a respeito de orientação sexual, revelado em suas declarações à mídia indicando antipatia em relação à homossexualidade na época em que as pesquisas foram feitas. Mesmo que tenham feito um esforço sincero para evitar passar essa tendenciosidade aos respondentes, é improvável que tivessem sido bem sucedidos em fazer isso se participaram diretamente da coleta de dados.

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