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Como não sou familiarizada com alguns termos técnicos no campo da pesquisa e como esse é um material extenso,
se alguém detectar um erro de tradução e/ou digitação, fique à vontade para corrigir.


1 - Primeira parte do artigo "Blood Libel, um artigo mostrando a fraude que o "Dr" Cameron é.
2- Primeira parte de uma artigo detalhando os seis erros metodológicos cometidos por ele; Erros #1 e #2.
3- Segunda parte do artigo sobre erros metodológicos; Erro #3.
4- Terceira parte do artigo sobre erros metodológicos; Erro #4.
5- Quarta parte dos erros metodológicos; Erro #5.
6- Quinta parte dos erros metodológicos; Erro #6
7 - Segunda parte do artigo "Blood Libel".

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

3 - Uma crítica aos estudos de Paul Cameron [Parte 2]

Erro #3 As conclusões foram baseadas em dados de sub-amostras que eram pequenas demais para permitir qualquer análise confiável.

Se a amostra de 1983-84 do grupo Cameron tivesse sido uma amostra aleatória nacional (o que não era, conforme explicado no Erro #2) seu tamanho (N= 5.182 pessoas) teria sido grande o suficiente para permitir estimativas de características populacionais com apenas uma pequena margem de erro. Como o seu índice extremamente baixo de respostas descartou a possibilidade de fazer estimativas populacionais com base em seus dados, no entanto, esse ponto é discutível.

Entretanto, mesmo que outros problemas de amostragem não estivessem presentes, o grupo Cameron não poderia fazer estimativas confiáveis sobre subgrupos pequenos em sua amostra, como tentaram fazer em vários artigos.

Por exemplo, em um de seus artigos de 1996, Cameron & Cameron indentificaram 17 respondentes das amostras combinadas de 1983-84 que alegaram ter pai ou mãe homossexual. As respostas dos questionários dessas 17 pessoas foram examinadas à procura de diversas experiências negativas, tais como relatos de relações incestuosas com pai/mãe (5 relataram tal experiência de incesto). A partir dessa informação, Cameron & Cameron concluíram que 29% (5/17) dos filhos com pai/mãe homossexual tem relações incestuosas com ele/ela, comparado a 0,6% dos filhos de heterossexuais, e que "ter pai/mão homossexual aumenta o risco de incesto com ele/ela em 50 vezes."

Mesmo que as descobertas dessa amostra pudessem ser generalizadas (o que, conforme já demonstrado, não é o caso) e se todos os seus respondentes tivessem dado respostas verdadeiras e exatas (uma conjectura que é questionada mais adiante), tirar tais conclusões de uma sub-amostra de 17 pessoas é inválido. Isso acontece porque os dados de uma amostra tão minúscula tem uma margem de erro de amostragem inaceitavelmente grande.

Em uma amostra aleatória simples de 17, a margem de erro devido à amostragem (com um nível de confiabilidade de 99%) seria de 33 pontos percentuais para mais ou para menos. (Como o grupo Cameron usou uma amostra de grupo, em vez de uma amostra aleatória simples, a margem de erro teria sido ainda maior.)

Asim, mesmo que os números tivessem vindo de uma amostra representativa, a única conclusão válida que o grupo Cameron poderia ter tirado é que a real proporção de adultos que relatam ter pai/mãe homossexual e ter sido vítima de incesto está em algum ponto entre -4% (efetivamente, zero) e +62%. Essa é uma margem de erro tão ampla que se torna sem sentido. Além disso, porque o intervalo de confiabilidade inclui zero, o grupo Cameron não pode ligitimamente concluir que o verdadeiro número de filhos de pai/mãe homossexual (nos 8 municípios da amostra) que foram vítimas de incesto fosse realmente diferente de zero.

Novamente, os números do grupo Cameron são sem sentido porque a amostra não pode ser considerada representativa de nenhuma grupo maior. Mas mesmo que tivesse sido representativa, suas conclusões a partir de subgrupos extremamente pequenos não seriam válidas.

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