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Como as postagens estão em uma determinada ordem, peço que leia as postagens conforme a ordem
em que aparecem na barra lateral. Para facilitar as postagens estão numeradas.


Como não sou familiarizada com alguns termos técnicos no campo da pesquisa e como esse é um material extenso,
se alguém detectar um erro de tradução e/ou digitação, fique à vontade para corrigir.


1 - Primeira parte do artigo "Blood Libel, um artigo mostrando a fraude que o "Dr" Cameron é.
2- Primeira parte de uma artigo detalhando os seis erros metodológicos cometidos por ele; Erros #1 e #2.
3- Segunda parte do artigo sobre erros metodológicos; Erro #3.
4- Terceira parte do artigo sobre erros metodológicos; Erro #4.
5- Quarta parte dos erros metodológicos; Erro #5.
6- Quinta parte dos erros metodológicos; Erro #6
7 - Segunda parte do artigo "Blood Libel".

domingo, 20 de maio de 2012

Robert Spitzer pede desculpas por estudo sobre "cura" para gays

 Famoso psiquiatra pede desculpas por estudo sobre "cura" para gays

Por Benedict Carey
The New York Times, em Princeton (EUA)


O fato foi simplesmente que ele fez tudo errado, e ao final de uma longa
e revolucionária carreira, não importava com quanta frequência
estivesse certo, o quão poderoso tinha sido ou o que isso significaria
para seu legado.

O dr. Robert L. Spitzer, considerado por alguns como o pai da
psiquiatria moderna, que completa 80 anos nesta semana, acordou
recentemente às 4 horas da madrugada ciente de que tinha que fazer algo
que não é natural para ele.

Ele se esforçou e andou cambaleando no escuro. Sua mesa parecia
impossivelmente distante; Spitzer sofre de mal de Parkinson e tem
dificuldade para caminhar, se sentar e até mesmo manter sua cabeça
ereta.

A palavra que ele às vezes usa para descrever essas limitações
–patéticas– é a mesma que empregou por décadas como um machado, para
atacar ideias tolas, teorias vazias e estudos sem valor.


Agora, ali estava ele diante de seu computador, pronto para se retratar
de um estudo que realizou, uma investigação mal concebida de 2003 que
apoiava o uso da chamada terapia reparativa para “cura” da
homossexualidade, voltada para pessoas fortemente motivadas a mudar.


O que dizer? A questão do casamento gay estava sacudindo novamente a
política nacional. O Legislativo da Califórnia estava debatendo um
projeto de lei proibindo a terapia como sendo perigosa. Um jornalista de
revista que se submeteu à terapia na adolescência, o visitou
recentemente em sua casa, para explicar quão miseravelmente
desorientadora foi a experiência.


E ele soube posteriormente que um relatório da Organização Mundial de
Saúde, divulgado na quinta-feira (17), considera a terapia “uma séria
ameaça à saúde e bem-estar –até mesmo à vida– das pessoas afetadas”.


Os dedos de Spitzer tremiam sobre as teclas, não confiáveis, como se
sufocassem com as palavras. E então estava feito: uma breve carta a ser
publicada neste mês, na mesma revista onde o estudo original apareceu.


“Eu acredito que devo desculpas à comunidade gay”, conclui o texto.
 


Perturbador da paz


A ideia de estudar a terapia reparadora foi toda de Spitzer, dizem
aqueles que o conhecem, um esforço de uma ortodoxia que ele mesmo ajudou
a estabelecer.


No final dos anos 90 como hoje, o establishment psiquiátrico
considerava a terapia sem valor. Poucos terapeutas consideravam a
homossexualidade uma desordem.


Nem sempre foi assim. Até os anos 70, o manual de diagnóstico do campo
classificava a homossexualidade como uma doença, a chamando de
“transtorno de personalidade sociopática”. Muitos terapeutas ofereciam
tratamento, incluindo os analistas freudianos que dominavam o campo na
época.


Os defensores dos gays fizeram objeção furiosamente e, em 1970, um ano
após os protestos de Stonewall para impedir as batidas policiais em um
bar de Nova York, um grupo de manifestantes dos direitos dos gays
confrontou um encontro de terapeutas comportamentais em Nova York para
discutir o assunto. O encontro foi encerrado, mas não antes de um jovem
professor da Universidade de Columbia sentar-se com os manifestantes
para ouvir seus argumentos.


“Eu sempre fui atraído por controvérsia e o que eu ouvi fazia sentido”,
disse Spitzer, em uma entrevista em sua casa na semana passada. “E eu
comecei a pensar, bem, se é uma desordem mental, então o que a faz
assim?”


Ele comparou a homossexualidade com outras condições definidas como
transtornos, tais como depressão e dependência de álcool, e viu
imediatamente que as últimas causavam angústia acentuada e dano,
enquanto a homossexualidade frequentemente não.


Ele também viu uma oportunidade de fazer algo a respeito. Spitzer era
na época membro de um comitê da Associação Americana de Psiquiatria, que
estava ajudando a atualizar o manual de diagnóstico da área, e
organizou prontamente um simpósio para discutir o lugar da
homossexualidade.


A iniciativa provocou uma série de debates amargos, colocando Spitzer
contra dois importantes psiquiatras influentes que não cediam. No final,
a associação psiquiátrica ficou ao lado de Spitzer em 1973, decidindo
remover a homossexualidade de seu manual e substituí-la pela alternativa
dele, “transtorno de orientação sexual”, para identificar as pessoas
cuja orientação sexual, gay ou hétero, lhes causava angústia.


Apesar da linguagem arcana, a homossexualidade não era mais um
“transtorno”. Spitzer conseguiu um avanço nos direitos civis em tempo
recorde.


“Eu não diria que Robert Spitzer se tornou um nome popular entre o
movimento gay mais amplo, mas a retirada da homossexualidade foi
amplamente celebrada como uma vitória”, disse Ronald Bayer, do Centro
para História e Ética da Saúde Pública, em Columbia. “‘Não Mais Doente’
foi a manchete em alguns jornais gays.”


Em parte como resultado, Spitzer se encarregou da tarefa de atualizar o
manual de diagnóstico. Juntamente com uma colega, a dra. Janet
Williams, atualmente sua esposa, ele deu início ao trabalho. A um ponto
ainda não amplamente apreciado, seu pensamento sobre essa única questão
–a homossexualidade– provocou uma reconsideração mais ampla sobre o que é
doença mental, sobre onde traçar a linha entre normal e não.


O novo manual, um calhamaço de 567 páginas lançado em 1980, se
transformou em um best seller improvável, tanto nos Estados Unidos
quanto no exterior. Ele estabeleceu instantaneamente o padrão para
futuros manuais psiquiátricos e elevou seu principal arquiteto, então
próximo dos 50 anos, ao pináculo de seu campo.


Ele era o protetor do livro, parte diretor, parte embaixador e parte
clérigo intratável, rosnando ao telefone para cientistas, jornalistas e
autores de políticas que considerava equivocados. Ele assumiu o papel
como se tivesse nascido para ele, disseram colegas, ajudando a trazer
ordem para um canto historicamente caótico da ciência.


Mas o poder tem seu próprio tipo de confinamento. Spitzer ainda podia
perturbar a paz, mas não mais pelos flancos, como um rebelde. Agora ele
era o establishment. E no final dos anos 90, disseram amigos, ele
permanecia tão inquieto como sempre, ávido em contestar as suposições
comuns.


Foi quando se deparou com outro grupo de manifestantes, no encontro
anual da associação psiquiátrica em 1999: os autodescritos ex-gays. Como
os manifestantes homossexuais em 1973, eles também se sentiam
ultrajados por a psiquiatria estar negando a experiência deles –e
qualquer terapia que pudesse ajudar.


A terapia reparativa



A terapia reparativa, às vezes chamada de terapia de “conversão” ou
“reorientação sexual”, é enraizada na ideia de Freud de que as pessoas
nascem bissexuais e podem se mover ao longo de um contínuo de um extremo
ao outro. Alguns terapeutas nunca abandonaram a teoria e um dos
principais rivais de Spitzer no debate de 1973, o dr. Charles W.
Socarides, fundou uma organização chamada Associação Nacional para
Pesquisa e Terapia da Homossexualidade (Narth, na sigla em inglês), no
sul da Califórnia, para promovê-la.


Em 1998, a Narth formou alianças com grupos de defesa socialmente
conservadores e juntos eles iniciaram uma campanha agressiva, publicando
anúncios de página inteira em grandes jornais para divulgar histórias
de sucesso.


“Pessoas com uma visão de mundo compartilhada basicamente se uniram e
criaram seu próprio grupo de especialistas, para oferecer visões
alternativas de políticas”, disse o dr. Jack Drescher, psiquiatra em
Nova York e coeditor de “Ex-Gay Research: Analyzing the Spitzer Study
and Its Relation to Science, Religion, Politics, and Culture”.


Para Spitzer, a pergunta científica no mínimo valia a pena ser feita:
qual era o efeito da terapia, se é que havia algum? Estudos anteriores
tinham sido tendenciosos e inconclusivos.


“As pessoas me diziam na época: ‘Bob, você vai arruinar sua carreira,
não faça isso’”, disse Spitzer. “Mas eu não me sentia vulnerável.”


Ele recrutou 200 homens e mulheres, dos centros que realizavam a
terapia, incluindo o Exodus International, com sede na Flórida, e da
Narth. Ele entrevistou cada um profundamente por telefone, perguntando
sobre seus impulsos sexuais, sentimentos, comportamentos antes e depois
da terapia, classificando as respostas em uma escala.


Spitzer então comparou os resultados de seu questionário, antes e
depois da terapia. “A maioria dos participantes relatou mudança de uma
orientação predominante ou exclusivamente homossexual antes da terapia,
para uma orientação predominante ou exclusivamente heterossexual no ano
passado”, concluiu seu estudo.


O estudo –apresentado em um encontro de psiquiatria em 2001, antes da
publicação– tornou-se imediatamente uma sensação e grupos de ex-gays o
apontaram como evidência sólida de seu caso. Afinal aquele era Spitzer, o
homem que sozinho removeu a homossexualidade do manual de transtornos
mentais. Ninguém poderia acusá-lo de tendencioso.


Mas líderes gays o acusaram de traição e tinham suas razões.


O estudo apresentava problemas sérios. Ele se baseava no que as pessoas
se lembravam de sentir anos antes –uma lembrança às vezes vaga. Ele
incluía alguns defensores ex-gays, que eram politicamente ativos. E não
testava uma terapia em particular; apenas metade dos participantes se
tratou com terapeutas, enquanto outros trabalharam com conselheiros
pastorais ou em grupos independentes de estudos da Bíblia.


Vários colegas tentaram impedir o estudo e pediram para que ele não o publicasse, disse Spitzer.


Mas altamente empenhado após todo o trabalho, ele recorreu a um amigo e
ex-colaborador, o dr. Kenneth J. Zucker, psicólogo-chefe do Centro para
Vício e Saúde Mental, em Toronto, e editor do “Archives of Sexual
Behavior”, outra revista influente.


“Eu conhecia o Bob e a qualidade do seu trabalho, e concordei em publicá-lo”, disse Zucker em uma entrevista na semana passada.


O artigo não passou pelo habitual processo de revisão por pares, no
qual especialistas anônimos avaliam o artigo antes da publicação.


“Mas eu lhe disse que o faria apenas se também publicasse os
comentários” de resposta de outros cientistas para acompanhar o estudo,
disse Zucker.


Esses comentários, com poucas exceções, foram impiedosos. Um citou o
Código de Nuremberg de ética para condenar o estudo não apenas como
falho, mas também moralmente errado.


“Nós tememos as repercussões desse estudo, incluindo o aumento do
sofrimento, do preconceito e da discriminação”, concluiu um grupo de 15
pesquisadores do Instituto Psiquiátrico do Estado de Nova York, do qual
Spitzer era afiliado.


Spitzer não deixou implícito no estudo que ser gay era uma opção, ou
que era possível para qualquer um que quisesse mudar fazê-lo com
terapia. Mas isso não impediu grupos socialmente conservadores de
citarem o estudo em apoio a esses pontos, segundo Wayne Besen, diretor
executivo da Truth Wins Out, uma organização sem fins lucrativos que
combate o preconceito contra os gays.


Em uma ocasião, um político da Finlândia apresentou o estudo no
Parlamento para argumentar contra as uniões civis, segundo Drescher.


“Precisa ser dito que quando este estudo foi mal utilizado para fins
políticos, para dizer que os gays deviam ser curados –como ocorreu
muitas vezes. Bob respondia imediatamente, para corrigir as percepções
equivocadas”, disse Drescher, que é gay.


Mas Spitzer não conseguiu controlar a forma como seu estudo era
interpretado por cada um e não conseguiu apagar o maior erro científico
de todos, claramente atacado em muitos dos comentários: simplesmente
perguntar para as pessoas se elas mudaram não é evidência de mudança
real. As pessoas mentem, para si mesmas e para os outros. Elas mudam
continuamente suas histórias, para atender suas necessidades e humores.


Resumindo, segundo quase qualquer medição, o estudo fracassou no teste
do rigor científico que o próprio Spitzer foi tão importante em exigir
por muitos anos.

Foram necessários 11 anos para ele reconhecer publicamente.


Inicialmente ele se agarrou à ideia de que o estudo era exploratório,
uma tentativa de levar os cientistas a pensarem duas vezes antes de
descartar uma terapia de cara. Então ele se refugiou na posição de que o
estudo se concentrava menos na eficácia da terapia e mais em como as
pessoas tratadas com ele descreviam mudanças na orientação sexual.


“Não é um pergunta muito interessante”, ele disse. “Mas por muito tempo
eu pensei que talvez não tivesse que enfrentar o problema maior, sobre a
medição da mudança.”


Após se aposentar em 2003, ele permaneceu ativo em muitas frentes, mas o
estudo da terapia reparativa permaneceu um elemento importante das
guerras culturais e um arrependimento pessoal que não o deixava em paz.
Os sintomas de Parkinson pioraram no ano passado, o esgotando física e
mentalmente, tornando ainda mais difícil para ele lutar contra as dores
do remorso.


E, em um dia em março, Spitzer recebeu um visitante. Gabriel Arana, um
jornalista da revista “The American Prospect”, entrevistou Spitzer sobre
o estudo sobre terapia reparativa. Aquela não era uma entrevista
qualquer; Arana se submeteu à terapia reparativa na adolescência e o
terapeuta dele recrutou o jovem para o estudo de Spitzer (Arana não
participou).


“Eu perguntei a ele sobre todos os seus críticos e ele disse: ‘Eu acho
que eles estão certos’”, disse Arana, que escreveu sobre suas próprias
experiências no mês passado. Arana disse que a terapia reparativa acabou
adiando sua autoaceitação e lhe induziu a pensamentos de suicídio. “Mas
na época que fui recrutado para o estudo de Spitzer, eu era considerado
uma história de sucesso. Eu teria dito que estava fazendo progressos.”


Aquilo foi o que faltava. O estudo que na época parecia uma mera nota
de rodapé em uma grande vida estava se transformando em um capítulo. E
precisava de um final apropriado –uma forte correção, diretamente por
seu autor, não por um jornalista ou colega.


Um esboço da carta já vazou online e foi divulgado.


“Você sabe, é o único arrependimento que tenho; o único profissional”,
disse Spitzer sobre o estudo, perto do final de uma longa entrevista. “E
eu acho que, na história da psiquiatria, eu não creio que tenha visto
um cientista escrever uma carta dizendo que os dados estavam lá, mas
foram interpretados erroneamente. Que tenha admitido isso e pedido
desculpas aos seus leitores.”


Ele desviou o olhar e então voltou de novo, com seus olhos grandes cheios de emoção. “Isso é alguma coisa, você não acha?”

Tradutor: George El Khouri Andolfato
O original no The New York Times 
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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Novo estudo sugere que as pessoas já nascem gays

Já ouviu a música da Lady Gaga “I was born this way”? Parece que ela pode estar certa: as pessoas já podem ter “nascido desse jeito” (e isso inclui hetero ou homossexuais). Um novo estudo indica que a orientação sexual das mulheres pode estar relacionada à características genéticas.


A pesquisa levou em consideração um estudo anterior que sugere que existem diferenças consistentes entre as características psicológicas de adultos que se tornam gays dos demais, desde a infância (um terço das meninas e 50 a 80% dos meninos com essas características se tornariam gays, segundo o estudo).


A nova pesquisa observou a atração sexual, infância e identidade de gênero de 4425 gêmeas, e constatou que um conjunto comum de genes, somados a fatores ambientais, poderiam ser responsáveis pela orientação sexual feminina. A influência dos genes afetaria hormônios sexuais e moldaria alguns mecanismos do corpo responsáveis pelas diferenças na sexualidade das mulheres.

A ideia da genética envolvida com a opção sexual é positiva, já que vai contra os antigays que dizem que a homossexualidade é sempre uma escolha. Mas a pesquisa não é definitiva, já que outros cientistas observaram que o número de homossexuais participantes no estudo foi baixo, e que os resultados relacionados à orientação sexual estariam distorcidos. No entanto, a pesquisa levanta a ideia de que ser gay pode ser um comportamento inato, e não aprendido a partir de vivências.

As evidências de que ser gay pode ter origem genética pode nos ajudar a diminuir o preconceito existente inclusive nos governos de alguns países, propiciando os mesmos direitos civis para quem não é heterossexual. Estudos como esse também podem auxiliar na diminuição de estereótipos de gênero que acompanham as pessoas desde a infância, como se todas as crianças crescessem em uma linha única e reta.[Jezebel]


http://hypescience.com/novo-estudo-sugere-que-as-pessoas-ja-nascem-gays/

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terça-feira, 19 de julho de 2011

Pai e filho são confundidos com casal gay e agredidos por grupo

Essa notíciame deixou estarrecida, e acho que deixa claro que é preciso criminalizar a homofobia, SIM!


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Abraço pode ter motivado violência; uma das vítimas teve parte da orelha decepada

18/07/2011 - 17:32

Atualizada às 18h38
Um homem de 42 anos teve metade da orelha decepada após ser agredido por um grupo de jovens na madrugada de sexta-feira (15), no recinto da Exposição Agropecuária Industrial e Comercial (EAPIC), em São João da Boa Vista. Os agressores pensaram que ele e o filho de 18 anos fossem um casal gay, pois estavam abraçados.
O homem, que preferiu não se identificar, ainda está traumatizado. Ele contou que depois de um show um grupo de sete jovens se aproximou e perguntou se os dois eram gays.
Ele disse que explicou que eles eram pai e filho e, mesmo assim, houve um princípio de tumulto. Os rapazes foram embora, voltaram cinco minutos depois e começaram a agredir os dois. Um deles teria mordido a orelha do pai, decepando parte dela. “Eu lembro de ter tomado um soco no queixo e apagado. Quando eu comecei a acordar eu ouvi as pessoas dizendo que eu estava sem a orelha”, explicou.
Ambos foram levados para a santa casa, onde foram atendidos e liberados. O filho teve apenas ferimentos leves.
O delegado do 1º Distrito da Polícia Civil de São João Boa Vista, Fernando Zucarelli, disse que foi aberto um inquérito e que já está tentando identificar os possíveis autores. A homofobia, que é a aversão a homosexuais, ainda não consta como crime no código penal brasileiro, mas, além da agressão, os jovens também podem responder por discriminação.
A organização da EAPIC informou que havia 150 seguranças, além da Polícia Militar, durante toda a festa e que vai colaborar com a polícia para a identificação dos agressores.

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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Primeiro casamento civil homoafetivo no Brasil

 Momento histórico!

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terça-feira, 28 de junho de 2011

Homossexualidade é normal. E ponto final!

A compilação abaixo foi realizada por Francisco Boni, membro do Conselho de Mídia da LiHS.

Sempre que você estiver em um debate, sinta-se livre para utilizar este link para a refutação dos argumentos falaciosos mais comuns proferidos contra a homossexualidade.

A) Homossexualidade é explicada por modelos de evolução darwiniana. Se há um genótipo correlacionado com a homossexualidade, verifica-se que ele pode ser sustentado através de um tipo de seleção sexual antagônica. A homossexualidade é suficientemente natural e previsível por modelos evolucionários, ao ponto de não ser um acidente exclusivamente hormonal, genético ou ambiental, mas emergente de condições multifatoriais e genéticas.

B) Homossexuais podem se reproduzir. Não são indivíduos inférteis. Muitos homossexuais exclusivos tem filhos através de inseminação artificial. Não obstante, estão mais uma vez bem longe de ser uma orientação sexual predominante que ameace a manutenção da espécie. Ainda, com os avanços recentes da engenharia genética, poderão cruzar e produzir uma linhagem masculina/feminina própria, através de reprodução hermafrodita assistida ou artificial, com a produção de gametas femininos/masculinos construídos em laboratório (já estão cruzando ratos fêmeas com ratos fêmeas para produzir uma linhagem de fêmeas e ratos machos com machos para produzir uma linhagem de machos). Sabendo disso, não há nenhum critério ético para se negar qualquer status de igualdade aos homossexuais, pois são saudáveis fisicamente e não são um acidente que precisa ser corrigido ou normatizado contra.

C) Homossexuais são saudáveis psicologicamente e seus núcleos familiais também são, como os estudos abaixo provam empiricamente.

Os conhecimentos básicos sobre biologia evolucionária e ciências cognitivas de hoje revelam que a orientação sexual não é uma escolha, que homossexuais são tão saudáveis psicologicamente quanto heterossexuais e que podem manter núcleos familiais tão saudáveis quanto aqueles que sustentados por homossexuais.

Os conhecimentos básicos sobre biologia evolucionária e ciências cognitivas de hoje revelam que a orientação sexual depende mais de uma rede de fatores genéticos e processos cognitivos arracionais do que um conjunto de escolhas racionais e conscientes.

Não existe nenhum argumento jurídico, ético e racional suficientemente consistente que diga que os homossexuais não merecem os mesmos direitos que os heterossexuais possuem.

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Associação Psicológica Americana, Associação Psiquiátrica Americana, e a Associação Nacional de Trabalhadores Sociais afirmou em 2006:

“Atualmente, não existe consenso científico a cerca dos fatores específicos que causam a orientação heterossexual, homossexual, ou bissexual — incluindo todos os possíveis efeitos biológicos, psicológicos, ou efeitos sociais da orientação sexual dos pais. No entanto, a evidência disponível indica que a vasta maioria dos gays e lésbicas foram criados por pais heterossexuais e a vasta maioria das crianças criadas por lésbicas e gays crescem e se tornam heterossexuais.”

Case No. S147999 in the Supreme Court of the State of California, In re Marriage Cases Judicial Council Coordination Proceeding No. 436 http://www.courtinfo.ca.gov/courts/supreme/highprofile/documents/Amer_Psychological_Assn_Amicus_Curiae_Brief.pdf

Colégio Real Britânico de Psiquiatras afirmou em 2007:

“Apesar de quase um século de especulação psicoanalítica e psicológica, não existe evidência substancial que suporta a hipótese de que a natureza da orientação sexual dos pais ou as experiências infantis tem algum papel na formação fundamental da orientação heterossexual ou homossexual. A orientação sexual é biológica em sua natureza, determinada por uma complexa rede de fatores genéticos e do desenvolvimento uterino inicial.”

Royal College of Psychiatrists: Submission to the Church of England’s Listening Exercise on Human Sexuality.

http://www.rcpsych.ac.uk/pdf/Submission%20to%20the%20Church%20of%20England.pdf

Academia Americana de Pediatria afirmou em sua publicação "Pediatria", em 2004:

“A orientação sexual provavelmente não é determinada por um fator, mas uma combinação de fatores genéticos, hormonais e ambientais. Nas décadas recentes, teorias biológicas foram favorecidas por especialistas. Apesar de existirem incertezas a cerca da gênese das variadas orientações sexuais, não há nenhuma evidência científica que paternidades diferenciadas, abuso sexual, influenciam a orientação sexual. O conhecimento atual aponta que a orientação sexual é estabelecida durante o pré-natal.”

Pediatrics: Sexual Orientation and Adolescents, American Academy of Pediatrics Clinical Report. Retrieved 2009-12-08.

http://aappolicy.aappublications.org/cgi/content/full/pediatrics;113/6/1827

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"Estudo mostra que a homossexualidade masculina pode ser explicada por modelos de evolução darwiniana"

Seleção Sexual Antagonística na Homossexualidade Entre Homens Humanos

http://www.plosone.org/article/info:doi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0002282

Hamer et al (genes que parecem estar conectados de alguma forma ao fenótipo homossexual, sendo passados através da linhagem materna); dados zoológicos (quase todos mamíferos possuem indivíduos em sua população que tem preferência pelo mesmo sexo); antropológicos (todas as populações humanas nas mais variadas organizações societais possuem uma população fixa que tem orientação por pessoas do mesmo sexo); ordem de nascimento fraternal (Blanchard et al. descobriram que a cada nascimento masculino aumenta as chances de uma mulher dar a luz à um menino homossexual); morfologia do cérebro (Levy et al. verificou que cérebros de homossexuais têm morfologia similar à de suas contrapartes que são biologicamente de gênero oposto, porém heterossexuais); razão entre tamanho dos dedos e orientação sexual (Williams et al. verificou que a razão entre tamanho dos dedos anulares e o dedo indicador era o mesmo entre homens heterossexuais e mulheres homossexuais, e entre homens homossexuais e mulheres heterossexuais. Isso significa que há um componente desenvolvimental estatisticamente relevante na manutenção da homossexualidade, mesmo não sabendo em exatos detalhes quais são as cascata interações paralelas que acontecem na seleção e no desenvolvimento in utero); Feromônios (apesar de controversa, mas recentemente resistente à análises por pares e replicações, é verificado que cérebros de homens gays respondem aos feromônios de homens como o de mulheres heterossexuais, e o cérebro de mulheres homossexuais respondem aos hormônios femininos como se o cérebro das mesmas fosse de um homem heterossexual).

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De acordo com o Census 2000, quase um quarto da população de casais gays dos EUA criam crianças, e essas famílias vivem em 96% dos Estados americanos. Existem aproximadamente 300.000 crianças sempre criadas por mais de 200.000 casais gays nos EUA. http://www.census.gov/main/www/cen2000.htm

5) Uniões homossexuais reportam o mesmo nível de estresse que relações heterossexuais, e crianças não são afetadas psicologicamente por serem criadas por famílias homossexuais:

2005 Lambert S. Family Journal: Counseling & Therapy for Couples & Families 13(1): 43-51. "Gay and Lesbian Families: What We Know and Where to Go From Here"

2004 Wainright J. Child Development 75(6): 1886-1898. "Psychosocial Adjustment, School Outcomes, and Romantic Relationships of Adolescents With Same-Sex Parents"

2003 Golombok S. Developmental Psychology 39: 20-33. "Children with lesbian parents: A community study."

2003 Millbank J. Australian Journal of Social Issues 38: 541-600. "From here to maternity: A review of the research on lesbian and gay families."

2002 Vanfraussen K. Journal of Reproductive and Infant Psychology 20: 237-252. "What does it mean for youngsters to grow up in a lesbian family created by means of donor insemination."

2002 Golombok S. British Medical Journal 234: 1407-1408. "Adoption by lesbian couples."

2002 Anderssen N. Scandinavian Journal of Psychology 43(4): 335-351. "Outcomes for children with lesbian or gay parents: A review of studies from 1978 to 2000"

2002 Perrin E. Pediatrics 109: 341-344. "Technical report: Coparent or second-parent adoption by same-sex partners."

2001 Stacey J. American Sociological Review 66: 159-183. "(How) Does the Sexual Orientation of Parents Matter?"

2000 Patterson C. Journal of Marriage and the Family 62: 1052-1069. "Family relationships of lesbians and gay men."

1999 Fitzgerald B. Marriage and Family Review 29(1): 57-75. "Children of lesbian and gay parents: A review of the literature"

1999 Tasker F. Clinical Child Psychology and Psychiatry 4(2): 153-166. "Children in lesbian-led families: A review"

1998 Binder R. Journal of the American Academy of Psychiatry and the Law 26(2): 267-276. " American Psychiatric Association resource document on controversies in child custody: Gay and lesbian parenting, transracial adoptions, joint versus sole custody, and custody gender issues."

1998 McNeill K. Psychological Reports 82:59-62. " Families and parenting: A comparison of lesbian and heterosexual mothers"

1998 Parks C. American Journal of Orthopsychiatry 68(3): 376-389. "Lesbian parenthood: A review of the literature"

1997 Brewaeys A. Human Reproduction 12:1349-59

1997 Brewaeys A. J of Psychosomatic Obs and Gyn 18:1-16

1997 Patterson C. Advances in Clinical Child Psychology 19:235-282. "Children of lesbian and gay parents"

1997 Tasker F. Journal of Divorce and Remarriage 1997 28 (1-2) 183-202. "Young People's Attitudes toward Living in a Lesbian Family: A Longitudinal Study of Children Raised by Post-Divorce Lesbian Mothers"

1996 Allen M. J of Homosexuality 32(2):19-35. "Comparing the impact of homosexual and heterosexual parents on children: Meta-analysis of existing research"

1996 Golombok S. Developmental Psychology 32 (1) p3-11. "Do Parents Influence the Sexual Orientation of Their Children? Findings from a Longitudinal Study of Lesbian Families."

1996 Patterson C. Journal of Social Issues 52(3): 29-50. "Lesbian and gay families with children: Implications of social science research for policy"

1995 Bailey J. Developmental Psychology 31(1): 124-129. "Sexual orientation of adult sons of gay fathers."

1995 Flaks D. Developmental Psychology 31(1): 105-114. "Lesbians choosing motherhood: A comparative study of lesbian and heterosexual parents and their children."

1995 Fowler G. Family and Conciliation Courts Review 33(3): 361-376."Homosexual parents: Implications for custody cases"

1995 Tasker F. Am J of Orthopsychiatry 65:203-15. "Adults Raised as Children in Lesbian Families"

1995 van-Nijnatten C. Medicine and Law 14(5-6): 359-368. "Sexual orientation of parents and Dutch family law."

1995 Victor S. School Psychology Review 24(3): 456-479. " Lesbian mothers and the children: A review for school psychologists."

1994 McIntyre D. Mediation Quarterly 12(2), winter, 135-149. "Gay Parents and Child Custody: A Struggle under the Legal System"

1993 Patterson C. , Annual Progress in Child Psychiatry and Child Development 33-62 "Children of Lesbian and Gay Parents"

1992 Baggett C. Law and Psychology Review 16: 189-200. "Sexual orientation: Should it affect child custody rulings."

1987 Kirkpatrick M. J of Homosexuality 14:201-11. "Clinical Implications of Lesbian Mother Studies"

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1986 Kleber D. Bulletin of the Am Acad of Psychiatry and Law 14(1):81-87. "The impact of parental homosexuality in child custody cases: A review of the literature"

1983 Golombok S. J of Child Psychology and Psychiatry 24:551-572. "Children in lesbian and single-parent households: Psychosexual and psychiatric appraisal"

1982 Green R. Bulletin of the Am Acad of Psychiatry and Law 10:7-15. "The best interests of the child with a lesbian mother"

1981 Hoeffer B. Am J of Orthopsychiatry 51:536-44. "Children's acquisition of sex-role behavior in lesbian-mother families"

1981 Kirkpatrick M. Am J of Orthopsychiatry 51:545-551. "Lesbian mothers and their children: A comparative survey"

1981 Miller J. J of Homosexuality 7(1):49-56. "The child's home environment for lesbian vs. heterosexual mothers: A neglected area of research"

1980 Lewis K. Social Work 25:198-203. "Children of Lesbians: Their Point of View"

1) 40-60% dos homens gays, 45-80% das lésbicas estão em uma relação estável.

J Harry-1983 in Contemporary Families and Alternative Lifestyles, ed by Macklin, Sage Publ.

L Peplau-1981, in Journal of Homosexuality 6(3):1-19

J Spada-1979, The Spada Report, New American Library

2) Estudos mostram que relações gay que duram mais de 20 anos não são incomuns

D McWhirter-1984, The Male Couple, Prentice-Hall

S Raphael-1980, Alternative Lifestyles 3:207-230, "The Older Lesbian"

C Silverstein-1981, Man to Man: Gay Couples in America, William Morrow Publ.

3) Em um largo estudo de amostra de casais durante 18 meses, após o término das relações, foram observadas as seguintes estatísticas quanto à orientação das relações: lésbicas=22%, gay=16%, heterossexuais=17%, heterossexuais casados=4%

Blumstein and Schwartz (1983) American Couples: Money, Work, Sex; Morrow Publ.

4) Casais homossexuais e heterossexuais que compartilham do mesmo relevo ético reportado tendem a não diferir nos níveis de amor e satisfação, tampouco em scores em outras escalas padrões de mensuração de bem-estar e qualidade da relação:

M Cardell-1981, Psychology of Women Quarterly 5:488-94

D Dailey-1979, Journal of Sex Research 15:143-57

S Duffy-1986, Journal of Homosexuality 12(2):1-24

L Kurdek-1986, Journal of Personality and Social Psychology 51:711-720

L Peplau-1982, Journal of Homosexuality 8(2):23-35 (see L Peplau-1991, Homosexuality: Research Implications for Public Policy, ed by J Gonsiorek).

6) Homossexuais não são mais promíscuos ou predatórios do que heterossexuais

Há um mito, propagado pela Direita Cristã, de que homossexuais engajam em comportamentos promíscuos. Seguramente, há homossexuais que engajam em tal comportamento. Mas há heterossexuais que fazem a mesma coisa. É importante notar a tendência substância heterossexista que faz com que as pessoas ignorem as falhas heterossexuais enquanto focam nas falhas homossexuais.

7) Em um estudo de comportamento sexual em homossexuais e heterossexuais, os pesquisadores descobriram que dos homens bissexuais e gays, 24% tiveram um parceiro durante toda vida, 45% tiveram 2-4 parceiros homens, 13% tiveram 5-9 parceiros homens, e 18% tiveram 10 ou mais parceiros sexuais, o que produz uma média de 6 parceiros (p. 345)(n=97 de homens gays de um total de 1450 homens). Em um estudo paralelo, uma amostra aleatória de homens heterossexuais (n=3111 homens que tiveram sexo vaginal; de uma amostra total de n=3224, somente 2.3% indicaram terem feito sexo com homens e mulheres), o número médio de parceiros sexuais foi 7.3%, com 28.2% com 1-3 parceiros sexuais, 23.3% tendo mais de 19 parceiros. Isso indica que homens gays tem um número de parceiros sexuais menores que heterossexuais.

J Billy-1993: Family Planning Perspectives 25:52-60

R Fay-1989, Science 243:338-348

Em outra leva de estudos, os primeiros (n=2664) mostraram que homens gays tinham uma média de 6.5 parceiros sexuais nos últimos 5 anos. De fato, os autores do papel reportaram que "homens bissexuais e heterossexuais são muito mais dispostos a serem celibatários (não terem vários parceiros) do que homens homosexuais (n=1235, idade=18-49 anos). Os números a frente indicam a porcentagem de homens e o dado número de parceiros sexuais no ano passado.

D Binson-1995: Journal of Sex Research 32: 245-54.

M Dolcini-1993: Family Planning Perspectives 25: 208-14.

8] Homossexuais não possuem predisposição a serem pedófilos. Em uma amostra aleatória de 175 casos de abusadores sexuais der crianças 76% reportam terem comportamento exclusivamente heterossexual, e 24% reportam comportamento bissexual. A atração sexual por crianças não é relacionada à orientação sexual. A Groth-1978, Archives of Sexual Behavior 7(3): 175-181

9) Em um segundo estudo de 1206 condenações de abusadores de crianças em Nova Jersey, 80.7% eram heterossexuais e 19% eram homossexuais. E Revitch-1962, Diseases of the Nervous System 23:73-78

10) Em um terceiro estudo, 47% dos homens condenados por abuso sexual contra crianças (meninos) estavam dentro de um casamento heterossexual P Gebhard-1965, Sex Offenders, New York: Harper and Row

11) Em um quarto estudo na Inglaterra, em uma revisão de 200 ataques sexuais à garotos, apenas 32 dos perpertradores eram homossexuais. J McGeorge-1964, Medicine, Science and the Law 4:245-53

12) Em um quinto estudo de 148 abusadores que atacaram sexualmente crianças em Massachusetts, 71 (51%) selecionaram meninas, e 31 (21%) atacaram meninos e meninas, Ainda, os autores reportam que "os condenados atraídos por meninos reportaram que não tem interesse em relações homossexuais entre adultos e acharam a aparência feminina dos meninos juvenis atraente..." (p.20) Os pedófilos eram atraídos por crianças e adultos (51%), 83% exclusivamente heterossexuais, e 17% bissexuais. A Groth-1978, LAE Journal (Lambda Alpha Epsilon American Criminal Justice Association) 41 (1): 17-22

13) Em um sexto estudo de 136 condenados, mais de 80% estavam envolvidos em relações adultas heterossexuais de longa data. Simon C--1992, J Interpersonal Violence. 7:211-225

14) Em um sétimo estudo no Hospital Infantil de San Diego, dos 140 garotos que foram atacados, apenas 4% foram atacados por homossexuais. M Spencer-1986, Pediatrics 78 (1):133-138

15) Em um oitavo estudo, também em um hospital infantil, de 269 crianças avaliadas para abuso sexual por adultos conhecidos, 0.7% das crianças foram abusadas por um homossexual e 88% foram abusados por heterossexuais. O resto das crianças (de um total de 352) foram ou abusadas por outras crianças ou adolescentes (21% da amostra total, daqueles que foram abusados por crianças/adolescentes do sexo oposto), ou por estranhos cuja orientação sexual era desconhecida (11.6%) Jenny C--1994, Pediatrics. 94(1):41-4

16) Finalmente, a discussão sobre se homossexuais vs heterossexuais estão mais propensos à molestar crianças ignora completamente a pesquisa atual a cerca da psicopatologia do molestador de crianças. Por definição, o pedófilo é uma pessoa que é atraída por crianças. Já que crianças, típicamente, não apresentam características sexuais secundárias diferenciadas como adultos, o heterossexual ou homossexual típico não são sexualmente atraídos por crianças. Se um adulto é atraído por uma criança, isso está relacionado com sua vulnerabilidade. Mesmo que a criança seja um menino sendo abusado por um homem adulto, o pedófilo não está atraído por características masculinas exatamente, como encontrado pelo estudo feito por Groth, o que seria presumido se o abusador fosse, de fato, "homossexual". Murray JB.--2000 Journal of Psychology. 134(2):211-24 (Review article)

Ainda existem todos esses estudos utilizando vários métodos clínicos e outras revisões e meta-análises apontando nenhuma psicopatologia correlacionada diretamente com a homossexualidade, evidenciando ser uma orientação sexual normal como a heterossexualidade:

a) MMPI:

L Braaten-1965, Genetic Psychology Monographs 71:269-310

R Dean-1964, J of Consulting Psychology 28 483-86

W Horstman-1972, Homosexuality and Psychopathology(dissertation)

Adelman-1977, Arch of Sex Beh 6(3):193-201

Oberstone-1976, Psychology of Women Quarterly 1(2):172-86

b) Eysenck's Personality Inventory, Cattel's 16PF, California Personality Inventory

R Evans-1970, J of Consulting and Clinical Psychology 34:212-15

R Turner-1974, Br J of Psychiatry 125:447-49

M Siegelman-1972, Br J of Psychiatry 120:477-481

M Siegelman-1972, Archives of Sexual Behavior 2:9-25

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J Hopkins-1969, Br J of Psychiatry 115:1433-1436

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N Thompson-1971, J of Abnormal Psychology 78:237-40

E Ohlson-1974, J of Sex Research 10:308-315

D Christie-1986, Psychological Reports 59:1279-1282

H Carlson-1984, Sex Roles 10:457-67

T Clark-1975, Am J of Psychoanalysis 35:163-68

R LaTorre-1983, J of Homosexuality 9:87-97

P Nurius-1983, J of Sex Research 19:119-36

C Rand-1982, J of Homosexuality 8(1):27-39 J Harry-1983, Archives of Sexual Behavior 12:1-19

E Hooker-1957, J of Projective Techniques 21:18-31

c) Reviews

B Harris-1977, Bulletin of the Am Acad of Psychiatry and Law 5:75-89

J Gonsiorek-1977, Psychological Adjustment and Homosexuality, Select Press.

W Paul-1982, Homosexuality: Social, Psychological and Biological Issues; Sage Publ.

M Hart-1978, J of Clinical Psychiatry 39:604-608

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N Thompson-1971, J of Abnormal Psychology 78:237-40

d) Psychiatric Interviews

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